sábado, 8 de abril de 2017

Uma formiga imortal em uma corda



    Imagine uma formiga andando por uma distância de 1 metro de corda de borracha à 1 centímetro por segundo. Imagine também que a corda está sendo esticada na mesma direção, aumentando o caminho a ser percorrido, a 1 km por segundo. Será que a formiga nunca vai chegar ao fim da corda?


    Logicamente, parece impossível para a formiga completar o percurso, porque sua velocidade é muito menor do que a da corda. No entanto, a formiga vai, de fato, conseguir “completar essa prova” (eventualmente).
 
    Vamos supor que a formiga esteja andando da direita para a esquerda. Antes de ela começar a se mover, ela tem 100% da corda a sua esquerda. Depois de um segundo, a corda se desenrolou consideravelmente, mas a formiga também se moveu. Embora a distância em frente à formiga aumente, o pequeno pedaço de corda que ela já andou se alonga também. Assim, embora o tamanho da corda aumente a uma taxa constante, a distância em frente à formiga aumenta ligeiramente menos a cada segundo.


    A formiga, então, avança em seu percurso em um ritmo completamente estável. E, desta forma, a cada segundo, ela reduz gradualmente o percentual do caminho que resta a completar. O pequeno problema dessa equação é que a formiga precisa de uma condição necessária para que este paradoxo tenha uma solução: ser imortal, já que, para completar esse percurso, ela teria que andar por 2.8 x 10 ^ 43,429 segundos, o que excede o tempo de vida do universo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário